O exercício do poder sobre alguém começa sempre assim. Confia em mim, que quer dizer, confia-te a mim. Eu nunca consigo confiar em quem pede a minha confiança. E se tento, perco-a de vista. E se confio, é porque já confiava. Confiar faz parte dos actos livres e gratuitos, governados por uma vontade que não se deixa modelar pelas ponderações do que é mais adequado fazer. No exercício do poder sobre os outros é preciso ter isso em conta. Na submissão ao poder dos outros sobre nós é escusado omitir a reserva nas conversas com os botões. É uma terrível perda de tempo o tempo de vida que se leva a perceber que se faz sempre o que se quer. Pior ainda é o custo da sabotagem da nossa vontade. Lá para a frente podem receitar-nos uns ansiolíticos para vivermos mais confortáveis com isso.
2.7.06
Ciências do natural #2
O exercício do poder sobre alguém começa sempre assim. Confia em mim, que quer dizer, confia-te a mim. Eu nunca consigo confiar em quem pede a minha confiança. E se tento, perco-a de vista. E se confio, é porque já confiava. Confiar faz parte dos actos livres e gratuitos, governados por uma vontade que não se deixa modelar pelas ponderações do que é mais adequado fazer. No exercício do poder sobre os outros é preciso ter isso em conta. Na submissão ao poder dos outros sobre nós é escusado omitir a reserva nas conversas com os botões. É uma terrível perda de tempo o tempo de vida que se leva a perceber que se faz sempre o que se quer. Pior ainda é o custo da sabotagem da nossa vontade. Lá para a frente podem receitar-nos uns ansiolíticos para vivermos mais confortáveis com isso.
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8 comentários:
é prenhe de reflexões interessantes, este post :)
o exercício do poder começa antes, com o mero reconhecimento do outro, basta dizeres "outro" ( o diferente de ti), parece-me;
mas depois começa a adaptação, como as rochas que areamos para se encaixarem; se não partirem, encostam... e é aí que sai o : confia em mim, por vezes mutuo, por vezes unívoco.
Então estabelece-se a Instituição
"A construção social da realidade" Peter Berger e Thomas Luckmann
é velho, mas só li faz pouco; aliciante!
confio em ti, cbs ;)
oh! que surpresa ver escrito....deixo o link.....
www.paraisosandwich.blogspot.com
É o nosso sentido de liberdade a sentir-se manietado, mesmo confiando. A confiança induz-se, não se pede.
"Confiar faz parte dos actos livres e gratuitos, governados por uma vontade que não se deixa modelar pelas ponderações do que é mais adequado fazer"
" o exercício do poder começa antes, com o mero reconhecimento do outro, basta dizeres "outro" ( o diferente de ti), parece-me;"
duas excelentes reflexões sobre o poder. obrigado.
Great site lots of usefull infomation here.
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Trust me, you are damn right!
Epimenides
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