2.6.07
31.5.07
Aviso a todas as minhas amigas*
Lee Friedlander. New City, New York. 1997.27.5.07
Não é assim tão fácil de modo geral

Estados da Matéria

Sendo certo que este "eu" é impessoal, como na generalidade das frases começadas por tal circunlóquio, diria agora assim:
- Eu condenso-me, e isso leva toda uma vida de acção sobre cicatrizes e colóides;
- Eu liquefaço-me, e alargo-me em gotículas na primeira teia.
(Pois se me evaporei... )
Meu ser solidificado seria coprolito ou relíquia. Ou negro.
19.5.07
Mais do mesmo

Nada disto é convincente ou sustentável.
18.5.07
Lengalengas, ratos e um desabamento sentimental

16.5.07
Porque gosto da política
As time goes by
14.5.07
10.5.07
Bolor
Em nenhum dos 18 distritos de Portugal continental ou na Madeira os alunos
do 9.º ano conseguiram obter uma média igual ou superior a três valores nos
exames nacionais (numa escala de 1 a 5) de 2006. Nem a Matemática, nem a Língua Portuguesa, ao contrário do que tinha acontecido no ano anterior com esta última disciplina.
8.5.07
Recintos fechados
daqui 2.5.07
21.4.07
Replicação*
19.4.07
Oh boy!
18.4.07
O espírito da notícia do pai do filho
b) sobre o modo como são fiscalizadas as empreitadas públicas;
c) sobre a construção de quartéis da GNR;
d) sobre Castelo Branco;
e) sobre a actividade profissional de um homem chamado Morais;
f) sobre o mérito profissional de um arquitecto da Covilhã;
g) sobre a história de uma empresa falida.
17.4.07
15.4.07
14.4.07
13.4.07
12.4.07
Lavores femininos
Ainda aprendi a bordar de bastidor, embora isso fosse mero resultado de uma intenção para me manter ocupada durante as férias escolares, abundantes muitos dias aos das excursões estivais familiares, numa altura em que, conjecturo, terei começado a ostentar aquele olhar ligeiramente lascivo das meninas de dez anos. 11.4.07
A entrevista
9.4.07
E agora, José?
8.4.07
Exibir e expor
Afixação gratuita

7.4.07
A woman in trouble
4.4.07
Desusos e-m uso
3.4.07
Coisas verdadeiramente importantes
Com agradecimentos, pela boleia, ao Pitau Raia. Que vontade eu tinha de voltar a ouvir isto, vezes e vezes sem conta. E quantas mais pensei: 'bora fazer o da Lísbia amada... !
Nos entrementes, vai a Primavera avançada e nicles de paixões assolapadas. Não está certo!
1.4.07
30.3.07
O cartaz do PNR
Falar verdade à sexta-feira
27.3.07
QED. Porque precisamos de histórias
25.3.07
24.3.07
Medo, morte e destruição em Maputo

23.3.07
A casa e o quarto
14.3.07
9.3.07
A humilhação do dia seguinte

Acredito muito nas impressões do dia seguinte. De ontem sobram duas gerberas num copo de água, hirtas à custa da espiral de arame pela haste acima.
Entraram também ontem na minha memória, devagarinho, duas ou três frases que falavam em humilhação pela (ridícula, diziam) efeméride.
Hoje, com as gerberas de pétalas pendentes, o arame ainda perfeitamente enrolado, a embalagem vazia de iogurte e o creme enriquecido com L-carnitina que alguém me pôs na mão, dou-me conta de que a minha humilhação deste dia seguinte é não me ter forrado de luto ontem por causa da humilhação de a humilhação de todos os dias estar a tornar-se ensejo de um momento festivo.
Em trinta anos, a efeméride transitou de objecto. Mais do que assinalar estatísticas inaceitáveis e acontecimentos funestos, mais do que prestar homenagem à bravura de arriscar a vida, ou pelo menos as seguras compensações de uma respeitabilidade de psyché, na sustentação de despautérios, exageros, inconveniências e outras ridicularias, a efeméride passou a comemorar a graciosa arte de servir cafézinhos.
No próximo 8 de Março, se estiver viva, vou vestir-me de preto.
6.3.07
Bloco de notas. Decidir e escolher.
5.3.07
Sitiados
4.3.07
Dramatis personae
2.3.07
28.2.07
25.2.07
24.2.07
Palavras com "f"
A crise da imprensa diária
20.2.07
Anticlímax
18.2.07
Uma semana depois

Bloco de notas. Sperm sorting (e canja)
17.2.07
Coisas que valem a pena
Objecção certificada
16.2.07
No era això, companys, no era això
Aconselhamento e informação
Viva Câncio
É necessário dizer isso mesmo. Isso é exactamente o que é necessário dizer.
15.2.07
Querido, estou com o período
É mais por uma questão de respeito pela boa ordem das coisas, que faz de cada óvulo fecundado e seus anexos logísticos uma possessão de além-mar em regime de protectorado. Oh filha, a levares a tua avante, é porque a gente deixa, é porque a gente condescende. Lá por teres cartão de eleitor, não julgues que decides; e tens sorte, alembra-te bem, por não te mandarmos para a cadeia; 'pera aí primeiro, que as abébias já foram. Um padre-nosso e três avés-marias, duas carimbadelas e uma ficha de espera. A seguinte. A menina é menor, louca ou cidadã relapsa e trouxe o paizinho? Ahh, tem cartão de eleitor?! Pois olha filha, a levares a tua avante é porque a gente condescende, é porque a gente deixa...
14.2.07
O SIM do dia seguinte
Klee, A disputa. 1929Nenhuma divergência fundamental pode razoavelmente ensombrar a visão clara de que a brutalidade da proscrição do sistema de cuidados de saúde, somada à brutalidade da incriminação legal, somada à brutalidade da armadilha biológica da reprodução vivípara do ponto de vista de um indivíduo quanto ao mais feito autonomia, risca no mapa das opções políticas um território de obscenidade cívica e que qualquer centímetro removido desse terreno de horror merece inúmeros sacrifícios e compromissos.
Mas ao ter-se prescindido da discussão ética e valorativa da legitimidade, ou não, da decisão de inviabilizar a gestação - tacticamente anatematizada -, adiou-se, seguramente para um cenário real menos opressivo, o debate sobre o que está verdadeiramente em jogo e que agora e sempre voltará a assomar, enquanto algum aspecto do regime legal se encontrar sob construção: se, sim ou não, cada mulher fecunda integra o património biológico da comunidade, se alguém fértil é objecto, ainda que provisório, de poderes exercidos pela comunidade, de tal modo que as decisões sobre si mesma (e não apenas sobre aquele item curiosa, mas não surpreendentemente, menor que se confina linguisticamente a uma barriga ou um corpo) deixam de se encontrar sob o princípio aplicável à generalidade (?) dos indivíduos, o princípio basilar da construção da nossa identidade, o da livre autodeterminação.
E se sim, como então.
E se não, como assim.
Fiz um trato comigo mesma durante a campanha do referendo: não abandonar o assunto, retomá-lo logo que a minha maladroitesse pragmática (a humildade é falsa e a expressão, irónica, pois acredito que uma boa teoria é o que há de mais prático e económico..., mas reconheço a sagacidade alheia) não provocasse danos a uma causa maior, como a que comecei por referir. É muito provável, por isso, que este espaço venha a ficar mais saturado de apontamentos sobre o que a reprodução vivípara faz realmente à condição humana. Aviso às estimadas visitas, que graciosamente por aí navegam.
12.2.07
Resultados do referendo.
11.2.07
Call of duty
10.2.07
O mundo natural
Eggleston. [clic!]


























