22.1.08
12.1.08
A (não) censura do cabaz eleitoral
A moção de censura do BE ao Governo pela mudança de posição na questão do referendo ao tratado europeu é o acontecimento mais (desengraçadamente) engraçado das últimas semanas políticas marcadas por mudanças de posição do Governo.
Pondo de parte a questão das pensões (que pode ficar à conta de uma correcção atempada de uma medida prevista) e a questão da localização do aeroporto (que, no fundo, corresponde a uma mudança de pontos de vista nacionais sobre o assunto, tão estável que parecia estar a opção Ota), a questão da mudança de posição quanto ao referendo põe em evidência uma deficiência das nossas práticas eleitorais, que ao BE, paradoxalmente, muito atinge: a insuficiência do debate ideológico nos programas dos partidos, por contraposição ao peso das promessas eleitorais de medidas concretas.
Consta que o velho Bismarck dizia que todos os tratados internacionais deveriam conter nas entrelinhas a cláusula "rebus sic standibus". Isto é, que o concerto que estabeleciam valeria sempre e apenas no caso de as circunstâncias fundamentais se manterem inalteradas.
A língua portuguesa tem uma versão mais rolada da mesma ideia, na forma de uma máxima de sensatez dirigida aos indivíduos, segundo a qual "nunca digas 'desta água não beberei' ". Pois já se sabe, lá virá um dia em que poderemos encontrar um contexto de decisão de tal modo inimaginável no presente que nos convidará a escolher aquilo que pensávamos nunca vir a preferir.
O sentido relevante da máxima não é a sugestão de que somos intrinsecamente pusilânimes e superficiais, e por causa disso disponíveis para mudar de ideias com a maior ligeireza. Pelo contrário, a máxima supõe que a coerência na palavra ou na acção (podemos dizer, para simplificar, ética, ou valorativa, ou mesmo ideológica) é um aspecto importante da nossa qualidade de vida e por isso não devemos ameaçá-la impensadamente. Para isso é sensato recordar sempre que não dispomos antecipadamente de uma visão suficientemente esclarecida de todos os elementos relevantes que estabelecem o contexto concreto de uma acção futura.
É por causa disto que a moção de censura do BE é interessante. Com ela o BE critica o Governo por ter prometido uma coisa e feito outra, mas não questiona verdadeiramente os motivos que o Governo apresenta para a mudança (segundo o Governo, a alteração é apenas aparente, pois tratar-se-ia agora de um outro tratado europeu...sim, claro).
O BE não critica o Governo por ter feito uma promessa eleitoral defeituosa, que prometia uma acção concreta independentemente das circunstâncias futuras da sua execução. O BE não critica o Governo por ter prometido ao eleitorado uma medida concreta, em vez da fidelidade a uma linha programática ou ideológica. O BE não critica a mediocridade do debate eleitoral dos partidos baseado em promessas eleitorais de fontanários e municipalismos.
Critica apenas o desvio num gesto concreto, contra a sabedoria do velho Bismarck e os tesouros populares da língua portuguesa. E, portanto, em conclusão, releva - com grande proveito para si próprio, já que a isso está intrinsecamente condenado, pelo telhado de vidro da sua inexistência ideológica - o pecadilho eleitoralista de prometer actos em vez de discutir políticas.
Havia um motivo de censura: não se deve conquistar o eleitorado com promessas de medidas tão concretas, como quem atira bifes à matilha; as eleições, pelo contrário, servem para discutir política e ideologia; prometer categoricamente medidas concretas é tão destituído de valor como prometer que nunca se beberá de uma água, é apenas música para o elevador eleitoral. Mas o BE, o nosso partido campeão das práticas eleitorais baseadas em cabazes de compras, cheios de designações das águas a beber e a não beber, a isto nada tem a censurar.
Reparação de uma injustiça e etc. Três em um
8.1.08
Homenagem ao homem que fuma

Eu beijei um homem que fumava.
Eu beijara um homem que fuma.
Eu beijava um homem que fumou.
Eu não beijo um homem que fuma (em princípio).
Eu não beijaria um homem que fumara.
Eu não beijarei um homem que fumava?!
Eu não beijarei um fomem que humou.
Eu bão neijeirei mumómem re qurama.
Homenagem aos logo-intrépidos cronistas do Público (VPV, AB, MST), combatentes do símbolo libertário e civilizacional do canudinho-de-fogo, com aquele amor ao coiso que só o vício pode conferir, de um ou outro modo outrora charmosos a meus tenros olhos, mas que eu hoje apenas beijaria se, de assistir em tempo real a uma discussão tão patentemente efémera e trivial, irrompesse uma brandura (marloniana) pelo meu coraçãozinho de pomba, inundando-o em maternalidades. O que não está a acontecer, até agora.
E a todas as minhas amigas: os homens que fumam tornar-se-ão em breve muito mais malcheirosos e macilentos do que agora. Recomendo a maior presteza na recolha dos últimos beijos toleráveis. A imagem do Brando fica aí para reflexão nisto mesmo a todas as que no fim dos anos 70 dobravam já os cabos da puberdade (às mais novas que isto, o exercício não é acessível, por falta de memória).
5.1.08
Com licença, se faz favor e obrigada. Vá bugiar. Ame muito e volte com elegância
(o bicho do blogger comeu-me o post que eu queria ter posto aqui! não vou voltar a escrevê-lo, mas é inevitável que volte ao assunto. falava sobre a vantagem do amor sobre a reforma do sistema educativo para cidadãs impacientes como eu, que não podem dar-se ao luxo de esperar assistir ao desfile de duas ou três gerações até à visibilidade de resultados em matéria de grunhice nacional urbanita (quer da estirpe afecto-pseudo-educada, quer da estirpe grunho-troglodita. enfim, talvez não fosse assim tão a seco. e tinha, muito a propósito, o link para a bibliocura, esse sucedâneo do amor. aqui)
8.12.07
Cúmulo-nímbica desconfortada cimeira
A África desconforta. A África põe-nos à superfície as falhas do discurso e da ideologia. A África desafia-nos a coerência. A África faz-nos esbarrar contra o paroquialismo das nossas teorias universalistas, traveste-nos o cosmopolitismo em pijama azul-cueca.
26.11.07
Blogoscópio
Agora em vez de se ir às fitas, pode-se ir ao cinemascópio da Linha dos Nodos. É uma largueza.
"Esto lo sabe también nuestro poeta"
Lutz, tardando a apresentar-se, essa aí em título é a quinta frase completa da página 161 do livro mais à mão com mais de 161 páginas que posso agarrar a título de leitura inteiramente diletante e facultativa.
Passo o exercício como um ramo de noiva: algum viandante letrado, alguma alma lida que por aqui se aventure e que queira pegar no desafio... até sugeriria que o desafio fosse lançado daqui para outros lugares mas a deliquescente condição deste blogue não augura um bom sucesso... Trata-se de diário digital exangue de arranques e paragens, de volumetria leitoral anémica, embora pujante, tal o viço do olhar de seus leitores e leitoras (exceptuando os brasileiros que ainda vêm aqui dar porque julgam que certa peça de roupa interior se soletra c-a-u-s-i-n-h-a ...).
A frase é do Sigmund Freud, discorrendo na Psicoanálisis del arte, versão castelhana a lembrar-me de Madrid, que já me matou uma vez. Metaforicamente falando, claro (é mais fácil que alguém acredite em mim se disser que o digo dessa maneira; esto lo sabe también un poeta...).
25.11.07
Ciências do natural #4. Procura-se
Um hino, um clube, uma farda, um ícone. Um lado de dentro, um lado de cá. Um connosco que trace finitude suportável ao eu que se espraia até já não se saber.
18.11.07
Descarnar com dentes agudos
Quando o VPV diz que o sarcasmo não o diverte tanto quanto a ironia e a seguir dá conta do alto valor que atribui ao que o diverte, como não lamentá-lo, pelo gáudio do povo exultante da sua mestria sarcástica, como não cumprimentá-lo com reverência, na compaixão da carne viva?
A entrevista ao Expresso pode ser lida, na íntegra, aqui, graças ao Atlântico.
A entrevista ao Expresso pode ser lida, na íntegra, aqui, graças ao Atlântico.
15.11.07
Desordens democráticas
A tolerância que vamos tendo com as ordens profissionais é um bom exemplo da nossa capacidade de jogar com uma lógica dupla, esquecendo pontualmente aquilo que no geral afirmamos como princípio.
No caso, talvez este fenómeno não esteja apenas baseado nas fascinantes habilidades do nosso cérebro, sobretudo quando se intoxica com o hábito. Talvez o fenómeno conte com um apoio significativo por parte do que estamos dispostos a tomar como "realidade".
É que nenhum outro grupo social - com excepção talvez da classe dos betos - ostenta com tanta inocência essa convicta e convincente atitude de se estar conformado com o facto de se ser portador de um status que conta como poder legítimo. Os bastonários, mesmo os que até poderia achar indivíduos razoáveis e simpáticos, parecem-me sempre falar sob o efeito consagrador de uma coroa simbólica em periclitante equilíbrio no topo do cocuruto.
Em alguns momentos em que a menina que às vezes ainda me habita não está a dormir, não está sedada, julgo até perceber que essa coroa de papel é o seu único atavio.
De guildas a nichos de resistência a uma sociedade que postula como princípio que o status e o poder não hão-de fertilizar-se reciprocamente, as ordens são, talvez mais mesmo que uma desordem, uma falha profunda no solo democrático...
Outra coisa não resulta do pitoresco código deontológico da ordem dos médicos e da sua condenação da IVG.
13.11.07
E agora ao contrário
A segunda esquila mais rápida da pradaria, dentro da classe geral dos esquilos, faz de conta agora que é a esquila mais rápida da pradaria. Deixa para trás os collants, as mini-saias e as protuberâncias bamboleantes. Como se condenada à predação, persegue o penúltimo esquilo, outrora ele, sim, o mais rápido. Agora sou o penúltimo esquilo, o que no início era o mais rápido da classe geral dos esquilos.
Diz, pois, a esquila fazendo de esquilo:
Penso por ofício de o ser que sou liso nos lavores. A ideia simples que faço de mim liberta-me energia que aplico na construção de uma complexa teia dos impulsos. Especializo-os. Toma daqui emoções, pega daqui as sezões. Para aqui isto, para ali aquilo.
Por serem assim especializados e analíticos posso dizer sem artifícios que sou agora uma fórmula lisa. Natural. Enigmático, nada.
10.11.07
How are you today?
Gostava de poder sentir os pensamentos dos homens a propósito do que é sentir-se uma mulher. Não é que esteja à espera de me sentir mais posta em mim por essa via, nem sequer é por esperar revelações sensoriais deslumbrantes. Era mesmo só para saber o que é estar dentro da pele de um homem. Pura curiosidade. Os que me circundam são tão interessantes quanto enigmáticos a este respeito. Talvez seja por isso que me afeiçoo.
9.11.07
Boas práticas #2
Leio pelos jornais que vêm aí grandes restrições à invocação de pretensos benefícios para a saúde na publicidade a bens alimentares. Da mais remota infância trago comigo a frase an apple a day keeps doctor away, em continuidade com outras do tipo vão lavar as mãos para ir para a mesa, todas materializadas no mesmo tom inspirador de confiança quanto à existência de ordem no universo e de um sentido para a vida.
O passar dos anos tem sido benéfico para a ideia de lavar as mãos. Ultimamente até fiquei a saber que é um modo de evitar a gripe.
A apologia da maçã é que sempre me ficou mal digerida.
Tão antiga quase como a memória da frase é a suspeita, alimentada em pensamentos até hoje inconfessados, de que há qualquer coisa de errado com a apologia da maçã diária, ou então com as maçãs, ou então com a consistência de várias mensagens que andam por aí tecendo as nossas ideias. Tudo isto, aliás, reforça a descoberta que venho fazendo, de que os adultos da minha infância eram uns mestres na batota, ainda que tão sinceramente que chegassem a acreditar nela... you know.... Adiante.
Dizia que há qualquer coisa errada com a apologia da maçã. É que, efectivamente, não se pode pretender em simultâneo - sem quebra da eficácia orientadora do imaginário - que as maçãs são esconjuradoras do mal, como na frase, e que a história do nosso mal tem na sua origem uma maçã. Agora talvez tudo isto esteja a modificar-se.
Talvez no futuro, por remoto efeito da rigorosa acção da Comissão europeia em matéria de alegações de benefícios dos alimentos, as mães deixem de transmitir levianamente às filhas que é preciso comer maçãs todos os dias. Mas ainda ficará o fruto-proibido, afinal permitido.
An apple one day, and Eden went away... , isso sim. Ainda se fossem morangos...
6.11.07
O labor e os meninos
Da mesma maneira que temos para os adultos deste mundo laborioso as (pseudo) virtudes da glorificação do labor, temos para os meninos a quarentena ortopediátrica da escolinha penteada, controlada e geométrica. O que apenas à primeira vista pode ser confundido com uma fantasia sobre a infância perfeita, ou pelo menos, suportável. Não o é, é um programa político sobre o indivíduo, que não é de todo ineficaz.
Se é verdade que, por um lado, nem a mortificação pela via chã consegue manter-nos eficientemente brutos e insomnes, ao ponto de não suspeitarmos, sequer uma vez, que é na libertação das mãos e das penas da existência que se rasga a invenção do ser (esse órgão pelo qual sorrimos ou choramos, mas também criamos, descobrimos e inventamos), por outro lado a ortopedia dos meninos não deixa de apresentar os seus resultados.
É que, para o fim a que se destina, o sistema é adequado para 90% da população.
Descontem-se uns 15% de tresmalho para os que não resistem ao tratamento (contamos já com instituições ou fármacos para lhes acudir, o Luís bem sabe o nome deles todos, fármacos e instituições), e teremos direitinha e alinhada a força necessária para uma labutatividade maioritária sem fricções, capaz mesmo de produzir relevante poupança na dispensa das máquinas de picar ponto e de reproduzir-se quase funcionalmente.
Pontificarão neste caso, claro, os 10% omissos.
Num certo sentido, estão fora do sistema educativo, e nenhum mal haverá em proporcionar-lhes todas as larguezas da skhole, pelo contrário. Tem sido assim, não tem?! Quanto mais diferenças estatutárias entre os indivíduos (ainda que off the record), mais despudorada é a variação na sorte dos meninos.
Moral da história: o homo laborans contemporâneo assenta na educação e começa por ser um pepino pequenino. E assim, cada vez que falamos destas coisas educantes não é, de facto, de meninos que falamos.
Falamos é do indivíduo de referência, de um hipotético indipepino laborans. Ou não.
Já tinha passado aqui duas vezes perto deste assunto. Agora uma passagem pelo bl_g__x_st_ , em diferentes posts (aqui e aqui), com os quais convirjo no essencial, trouxe-me de novo o assunto à baila. Sendo o tema quase tão sério quanto o dogging, a que dedicámos post por genuíno sentido de serviço público, fica aqui o rememorete de ambos os casos a partir de uma citação desse texto.
"A volta que a palavra deu é quase tão perversa como a volta que deu a palavra que hoje denomina essa quarentena ortopediátrica que é a escola, que de actividade liberta das servilidades da sobrevivência, de tempo de expansão do que de melhor houvesse em nós, passou ao seu contrário, com pais e professores desorientados a xingar gente pequena cada vez mais estarrecida... (há aí no fundo do baú, repetindo-a aqui, uma cronologia dessa perversa cambalhota narrada em língua exótica mas suficientemente decifrável para diligentes agnósticos-on-line). "
2.11.07
Coisas minoritárias
Um destes dias dei comigo numa reunião multilingual. Entre a veleidade portuguesinha de perceber, mais ou menos às apalpadelas, o que os diversos intervenientes iam dizendo e a necessidade, própria de quem é oriunda de um país situado no degrau trinta e picos do índice de desenvolvimento humano, de ouvir exactamente o que estavam a dizer, aplicando os auscultadores, ainda tive tempo para reparar que havia à minha volta uma fartura tal de circunstantes masculinos que, à primeira vista, aquilo poderia ser uma fase pós-catarse e muito pré-festiva da revolta na bounty. Em vez de me alegrar com tamanha largueza, saracoteando um charminho sonhador para aqui e outro para acoli, estremeci com o mais puro e gelado respeitinho a fazer-me a espinha. Devia ser importante, caramba, aquela assembleia!
Não me perguntei - apesar de a pergunta ser uma boa pergunta - onde estavam as mulheres. Comentei só, como disse, que aquilo devia ser, caramba, uma coisa importante.
Três ou quatro semanas antes eu tinha estado numa outra reunião, de uma diferente assembleia. Aí tratava-se de um assunto de mera participação cívica. Havia um homem, que presidia. E o resto eram mulheres. Muitas delas eram daquele tipo muito assustador que se bate contra a exploração sexual da mulher, perante quem começo sempre por sentir-me gravemente acometida de amoralidade (após o desgosto inicial, acabo por confortar-me pensando no trabalho que me dá assim ser). Lembro-me de ter pensado: está visto que isto não é um assunto importante. O assunto, esclareço, não era a exploração sexual da mulher, era uma coisa sem género, coisas de civismo. Não importante.
Ontem ouvi um senhor importante dizer na televisão que, no quadro das negociações entre a Europa e a África, o rapto das crianças do Chade não era uma coisa importante. Com a imagem dos miúdos ainda na retina, achei que a pergunta adequada, perante isto, só poderia ser: onde está o Wally?
Dividimos muito as opiniões e as pessoas consoante o que dizem sobre os assunto; é um erro, nestes tempos de informação tão larga e tão móvel.
É muito mais relevante fazer a distinção com base no critério do por que se pensa isto ou aquilo sobre um assunto. A única desvantagem deste critério - matemáticos, não tentem aqui fazer contas! - é que uma pessoa acaba por concluir vezes demais que está em minoria.
A história do indivíduo que o colectivo oprime é sempre piedosa, na boca do colectivo.
31.10.07
Faz de conta que eu tinha voltado. Um post muito responsavelmente respondente
Danielle BuettiNada como brincar com uns bonecos ou às bonecas para manter o frescor facial e o olho brilhante, ou de outras maneiras mais incorpóreas, em quartos de brinquedos de sofisticada traça.
Para já, faz de conta que voltei um bocadinho. Depois de correr mundo, disse eu, mas o mundo era o quintal.
Espero estar a ter um comportamento responsável no sentido do meu desenvolvimento. Respondente não se diz, um comportamento respondente. É pena.
Voilà!
28.7.07
Letra z
Um toque chanel e um cheiro equíno, a questão das riscas pretas ou das riscas brancas. Um bicho dócil escoiceante que canta como um pássaro e morde como um cão com dono. Máximo na caminhada solitária mas pleno entre os seus - que arrastam as mesmas incertezas. Exclusão dos elencos elegantes, que discorrem só entre o alfa e o ómega. As riscas do zê são coloridas em cada fissura, como demonstrou Andy Wharol ao incendiar uma zebra. A circunstância de ser circunstante em trânsito de todas as circunstâncias.
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