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5.10.11
6.9.08
I'll go to your room ..., but you have to seduce me

Javier Bardem está a tornar-se um caso sério e está tudo à mostra numa entrevista que dá ao NYTimes.
Foi bonito vê-lo no limiar do pudor, ou talvez da auto-defesa, no mínimo esgar que lhe escapa quando se refere à sua relação com o psicopata que interpreta no filme No Country for Oldmen. Eu achei que o compreendia ao milímetro, a esse psicopata, e se isso acontece é porque Javier Bardem o compreendeu ainda melhor. Mas compreendo também que explicar tudo isso com todas as letras seria uma insensatez.
Também achei interessante a maneira como descobriu que queria ser actor (fardado de caqui, em passeio pelo jardim zoológico, com o pai, dá-se conta de que estava a encarnar uma personagem e que isso era tudo o que lhe sabia melhor) ou como passa pelas vantagens de ver o All that Jazz aos seis anos.
Um destes dias há-de chegar cá o último Woody Allen -Vicky Cristina Barcelona, também aqui - e antecipo que o alvoroço vai ser grande. Parece que é a primeira vez que Woody Allen se aventura com uma personagem masculina que não vive angustiada com a sua própria virilidade e não se coíbe de explorar essa linha de sensualidade esplêndida e fluída com a ajuda de muito belos actores (e actrizes), plantados com um grão de loucura em Espanha.
Antes que os rapazes do povoado se passem com as curvas, contra-curvas e viravoltas do filme, e as meninas da aldeia reforcem os sortilégios de poedeiras eternamente ameaçadas, e que se assista mais uma vez à repetição estafada da ideologia do gabiru saltitão como condenação genética de alguns, ou maldição evolutiva de todos-eles; antes que pareça que se quer o que afinal ninguém quer, fica aqui o que o sexy one, himself, tem para dizer: que quando viu o guião só viu a parte dramática - as dificuldades de um homem que é desejado por três mulheres - e não a parte cómica. É por isso que Javier Bardem é grande e um grande actor.
(tudo bem, os homens choram, já se sabia, e até pode ser sempre bom recordar; mas onde fica o quarto, afinal? )
12.1.08
Reparação de uma injustiça e etc. Três em um
8.1.08
Homenagem ao homem que fuma

Eu beijei um homem que fumava.
Eu beijara um homem que fuma.
Eu beijava um homem que fumou.
Eu não beijo um homem que fuma (em princípio).
Eu não beijaria um homem que fumara.
Eu não beijarei um homem que fumava?!
Eu não beijarei um fomem que humou.
Eu bão neijeirei mumómem re qurama.
Homenagem aos logo-intrépidos cronistas do Público (VPV, AB, MST), combatentes do símbolo libertário e civilizacional do canudinho-de-fogo, com aquele amor ao coiso que só o vício pode conferir, de um ou outro modo outrora charmosos a meus tenros olhos, mas que eu hoje apenas beijaria se, de assistir em tempo real a uma discussão tão patentemente efémera e trivial, irrompesse uma brandura (marloniana) pelo meu coraçãozinho de pomba, inundando-o em maternalidades. O que não está a acontecer, até agora.
E a todas as minhas amigas: os homens que fumam tornar-se-ão em breve muito mais malcheirosos e macilentos do que agora. Recomendo a maior presteza na recolha dos últimos beijos toleráveis. A imagem do Brando fica aí para reflexão nisto mesmo a todas as que no fim dos anos 70 dobravam já os cabos da puberdade (às mais novas que isto, o exercício não é acessível, por falta de memória).
18.7.07
Palavras com "p"
Quem me ensinou a nadar, quem me ensinou a nadar
Foi, foi marinheiro, foi os peixinhos do mar
Foi, foi marinheiro, foi os peixinhos do mar
Há-os de ouro, os que fazem clique (sem desclique!), os que têm claque. Os que viram à esquerda, à direita ou apenas seguem em frente arrebitados, rombos, cilíndricos ou fusiformes. E se fossem frutos poderiam ser framboesas, ameixas, batido de morango, manga, papaia e figo de banana. Escorregam ou encalham, consoante o jeito. Passam de inocente larva armada em carente de carinhos e cuidados a faíscantes formatos impetuosos. Tudo num instante. Peixinhos nervosos, golfinhos habilidosos e cetáceos majestosos. Langorosos. Insisto no som, como em gulosos, como em bondosos, como em generosos. As meninas, mesmo que lhes troquem o nome, e os queiram amorosos, percebem-nos muitíssimo bem. Quem me ensinou a nadar foi os peixinhos do mar, os peixinhos do mar, os peixinhos do mar...
Post dedicado a uma reflexão inspiradora sobre a diversidade anatómica do pénis. Ora aqui está uma coisa que eu nunca pensei fazer num blogue.
Adenda ou PS: Há mais cinco palavras com "p" para as meninas publicamente educadas. Adeus Klee...
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