17.7.06

Ciências do natural #3. O discreto e o contínuo no verbo "estar"

Há dias que não passaram, outros que se degradaram no uso da recordação e se tornaram miragens. Há muitas coisas para fazer sempre, há sempre muitas coisas, os dias são vítima disso. Em alguns dias bem-aventurados, pode-se soltar o tempo de mergulhar, os olhos presos pelos olhos. Quem diz os olhos, diz uma área circunscrita de pele, uma sombra fresca, uma guinada de som, uma ideia cheia e sumarenta. Fazem-se instantes que são infinitos contínuos, nós mesmos enrolados em clausura firme, num tempo que parece para sempre, para sempre, fincados num nó apertado da memória. É daí que depois espreitamos os dias discretos que passam, de onde tantas vezes estamos ausentes.

3 comentários:

melosilva@sapo.pt disse...

Vis-te o filme?

Susana Bês disse...

Faz tempos, mas vi.

candida disse...

eu tb vi mas não me lembro do título.