27.8.06

Passa-me a salada


A vantagem de se ver o telejornal é que a informação já vem praticamente toda processada, tanto no aspecto em que vem desossada, como no aspecto em que já vem por ordem de importância. Não me escapasse a atenção para o secundário, teria sido possível ficar a saber ontem que o Futebol (Louvado-seja) assim, e o Futebol (Louvado-seja-nas-alturas) assado, e a Liga (Santíssima) cozido, e a Federação (Os-nossos-corações-estão-ao-alto) assado e muitíssimos pormenores e sensibilidades sobre isto, que questionam os fundamentos da civilização. Isto deu tempo para passar do aperitivo à sopa e da sopa à parte dos lombinhos de pescada, que se compram já sem espinhas e sem pele. Nos fait-divers, e à sobremesa, ao terminar o postre lácteo, também soube que uma prostituta apareceu morta numa rua de lisboa e, segundo uma entrevistada, a prostituta, que era uma prostituta, até nem costumava andar por ali àquelas horas na sua vida de prostituta e a menina das notícias confirmou qualquer coisa que voltou a requerer a utilização repetida do termo designativo, a saber, prostituta. Ao café já eu sabia que quem tiver Cães já pode proporcionar-lhes Fisioterapia. Nem é preciso palitar os dentes.

2 comentários:

sabine disse...

;)

Susana Bês disse...

sabine ... ;)

falcao: com o devido respeito, o que diz não arrefenta, nem arrequenta; não me interessa nada isso das festanças de bola; o telejornal era calamitoso. Admito, claro, que para si não seja assim, que não lhe tenha achado nada de mal; mas nesse caso, volto ao princípio: discordo.