[daqui]Obama não dança muito bem e fuma alguns cigarros por dia, o que faria dele, respectivamente, menos "negro" e menos "americano" e, inversamente, mais "americano" e mais "negro". Uso o condicional na sua intencionalidade úbere de insinuar uma trajectória perfeitamente pretérita. Não há nada que apague agora do rumo do mundo a mensagem de Obama. Falhe ele ou não na sua execução no plano nacional, internacional, social, económico e cultural, ela ficou indelevelmente afirmada. O que torna perene a sua mensagem não é o génio do mensageiro, nem a suprema elegância retórica. É a clareza que a cunha enquanto devolve a cada um de nós a síntese civilizacional que nos atormentava não ouvir. É a consagração do respeito que reclamávamos, que não é um respeito de mero reconhecimento, mas de afirmação do merecimento. Corrigida a óptica da ideia que já tinha germinado: não se trata de chegar lá, trata-se de estar lá, estando e sendo aqui.
1 comentário:
É mesmo assim.
Enviar um comentário