6.7.07

Livro urgente. TRÊS

Peguei-lhe nas mãos, e enfiamos os olhos um no outro, os meus a tal
ponto que lhe rasgaram a testa, a nuca, o dorso do canapé, a parede e
foram pousar no rosto do meu criado, única pessoa existente no quarto,
onde eu estava na cama. Na rua apregoava a voz de quase todas as manhãs:
“Vai ... vassouras! vai espanadores!”


Estatisticamente enfrentando a aproximação do fim, emerge com urgência deitar fora todo o lixo e preparar um post mortem amável para os que arcam com as maçadas de ficar. Começa a escassear o tempo e isso é uma grande ajuda. Em pé, até ao fim, o desejo. Limpa e acutilante a visão. Mais livre que nunca. Manso o trato.
Lido e percebido como uma laracha sentimental em fase pubescente. Reencontrado, com oportunidade, recentemente. Machado de Assis, O Memorial de Aires.

2 comentários:

José Júlio Amarante dos disse...

Votos que este post só tenha figuras de estilo

Susana Bês disse...

Estatísticas, meu caro, estatísticas mais que figuras de estilo. Mas as robustas estatísticas correntes, obrigada pela atenção. Acho que ainda estou para durar.