A condensa pôs-se tensa.
E desaguou, racionalmente estruturada, num horizonte largo que faz progredir a questão da opinião blogo-acaciana versus imprensa (... @le há grandes questõ@s...) : Uma opiniao é livre, mas para acedermos a algo mais que um monte de palavras que se enfiam em regras gramaticais, com umas ideiazitas por baixo (até o padre da Banheira-de-Cima tem ideiazitas), é preciso mais que somente a capacidade de juntar palavras. Deveriamos poder vislumbrar saber e é esse saber que dá valor a uma opiniao para lá do momentaneo, do conversacional, do social de todos os dias, que antes ficava perdido no ar e que agora fica escrito nos computadores que dao forma 'a internet. Mas ainda que escrito, provavelmente vale menos que nada. Alguém com saber na base da sua opiniao, constrói nao só uma opiniao, mas uma estrutura racional que desagua num horizonte largo em que quem leu progrediu em saber. Saimos do universo das sensibilidades e superficialidades. Os nossos postes sao conversa, a nao ser que haja substancia por baixo. Para sermos verdadeiros á natureza do que é a blogosfera, todos nós deveriamos 99.9999999% fazer exactamente o que o maradona faz: apagar e sermos honestos relativamente 'a efemeridade e banalidade do que escrevemos. Isto é tudo um imenso e divertido cocorococo. Os media deveriam compreender isto, deixar a blogosfera de lado e darem-nos a qualidade de que necessitamos. Senao que anotem que a sua desvalorizaçao nao se deve 'a blogosfera, mas ao facto de serem blogosfera num formato que nao se adequa 'a blogosfera. A tristeza é que acabaremos esmilhafrados num Big-Blog.
3 comentários:
Ou "Blogging as occupational hazard": sem textos excessivos, desequilibrados e sensacionalistas nem os blogs nem os jornais conseguem atrair audiências? Os livros, as revistas os jornais e os blogs têm todos o seu lugar.
Ou explicando-me um pouco melhor: pode-se dedicar muito tempo na preparação de um texto que relate uma descoberta ou exprima uma opinião. Em princípio, quando se dedica mais tempo o texto sairá melhor, mas a sua qualidade não é um resultado directo do tempo dedicado. Assim, é melhor ter acesso aos diversos tipos de pensamentos, uns mais meditados outros mais espontâneos do que nos limitarmos apenas aos que resultam de uma longa reflexão. Só temos depois de pagar o preço de termos mais ideias por onde escolher.
Lugar para todos, sim, mas a diversidade fica em risco com o Big-blog desenhado pela Gabriela, tanto com a falta de fôlego da imprensa (bloguizada), como com o formato dos blogues como petite-imprensa de opinião, credibilizada (?) pela presença na imprensa. Além disso, a diversidade oferecida pelos blogues também convida à especialização no consumo - há para aí um post que remete para um artigo de Cass Sunstein sobre isso -, do que resulta paradoxalmente uma tendência para ler sempre as mesmas fontes, ler só aquilo que alimenta o nosso ponto de vista.
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