8.12.05

Identidades que apagam

Além de serem as estrelas mais brilhantes no actual blogo-firmamento, para além, pois, de melhor post produzido sobre o assunto, estas palavras de estremecido senhor ajudaram-me a compreender melhor a razão pela qual ser mulher e ser maricas constituem situações tão geradoras de afinidades. Toda a minha vida fugi como o diabo da cruz desta coisa que agora sei que se chama hiper-remissibilidade da condição sexual, ou de género. Finta-se, pinta-se e baralha-se, enfim, dá uma trabalheira descolar da condenação de se ser em todas as circunstâncias aquilo que se "é", sem nunca se chegar verdadeiramente a ser. O verbo ser, já me tinha parecido, pode ser impróprio para falar do existir.

7 comentários:

Joao Galamba disse...

Como ja tinha dito o senhor Heidegger...

ps: o post do Afonso esta excelente!!!

Susana Bês disse...

a senhora Arendt lá sabia fazer as suas escolhazitas... ;)

Joao Galamba disse...

No NyBooks sairam uns artigos interessantes sobre a relacao entre Heidegger e Arendt...

lb disse...

Uma excelente biografia (intelectual) de Heidegger é "Ein Meister aus Deutschland" de Rüdiger Safranski. Também trata exaustivamente a relação entre ele e Hannah Arendt. O livro exisdte também em tradução inglesa:
Martin Heidegger: Between Good and Evil

Susana Bês disse...

Lutz: Safranski.... hummm.... não tens tb ESSE livro para me emprestares em regime de looonga duração? ;)

Joao Galamba disse...

Susana,

O Safranski nao conheco, mas recomendo : The New Heidegger (Miguel de Bestegui). Uma leitura apaixonante (para quem como eu e' admirador de Heidegger) dos principais temas de todo o pensamento do homem da floresta.

lb disse...

Susana, já o tirei da estante e despedi-me dele...