Ao contrário do que por aí consta, mas totalmente em convergência com Baudelaire, sempre achei que em matéria de amores os homens são muito mais complexos que as mulheres. Para uma mulher, sexo e amor são uma única e mesma coisa. Isto às vezes é mal entendido e lido pelo avesso até se presta a especulações. Mas a coisa é simples: o amor é uma coisa que pede ofícios de corpo e se os ofícios florescem, isso é o amor. Abelhinhas e florzinhas na versão mais básica. Milhares e milhares de anos de evolução, tudo a bater certo, olaré olaré, viva a reprodução com adn em cocktail.
Aprendi, no entanto, que no masculino é possível operar uma subtil distinção: pode-se, por exemplo, prestar os melhores serviços aqui e ser-se "emocionalmente fiel" ali. É uma subtileza a que a minha alma não acede, por mais aplicadamente que se deite a porfiar. Atenção, estimados senhores, que isto não é zurzidela, manifestando minguada compreensão pelas leis da vida, que mandem, porventura, manter acesa a chama olímpica.
4 comentários:
A minha avó, nascida em 1897 (e morta 90 e muitos anos depois), ensinou-me que o amor, o sexo e o casamento são três coisas diferentes, que não se devem misturar sob pena de dores infindas e infelicidades várias.
Sabedorias antigas transcendem clivagens modernas...
Infelizmente a Susana está correcta.
Mas tenho reparado que há mulheres com hormonas masculinas a mais.
se o amor é uma escolha que nasce de uma atracção involuntária, isto é, o acto que transforma a servidão em liberdade, o homem e a mulher encaram-no de modo diferente. Na mulher predomina o acto voluntário, a escolha, enquanto que para o homem, o amor comporta-se mais com um disparo incontrolável.
A mulher vence, o homem rende-se.
Como já li alguma coisa desta senhora tenho cautelas redrobadas.
Só á terceira percebi que estava a levar uma lambada, subtil sim, mas levei.
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