O ímpeto de Cavaco Silva neste primeiro dia de campanha é sinal de que ele afinal andou estes anos todos consumido por contas que teria para fazer com o país? País que lhe andou todo o tempo debaixo de olho, enquanto ele digeria a derrota das presidenciais e esperava, amparado pela sua boa Maria em longas horas de azedume, o momento para avançar?
É que foi isso mesmo o que ele me pareceu: alguém que tem contas a fazer com o país e que se manteve à coca e agora salta para mostrar como é que elas são. Nada de supererogatório, portanto, bem pelo contrário. Isto é "muito político" - já não me espanta - muito mais político do que os políticos criticados por o serem por este político que se chegou há semanas de mansinho afirmando que não era político. Confuso? Não, confusa e pouco transparente foi logo essa retórica da negação. Esse expediente de insinuação a que se segue agora, pelos vistos, o atordoamento pelo espalhafato.
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