Lee Friedlander. New City, New York. 1997.Um dia podemos chegar ao espelho e não encontrar a nossa cara, nem a sombra da da nossa mãe, nem a faísca lúbrica do senhor da padaria. Pode só lá estar a impressão digital de uma forma de vida extinta. Um formigueiro salvífico talvez comece então a trepar-nos pelas pernas, numa onda de espuma que pode alastrar desde a loiça sanitária até às portas da cidade, numa enxurrada mole e oca. Nada disso deve ser encarado com naturalidade, nada disso é real.
* E amigos também.
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