8.5.07

Recintos fechados

daqui

Diz um amigo meu, ex-fumador, pretendendo com isso conceptualizar o acto de fumar, que um fumador nega sempre qualquer coisa de que não gosta, na sua vida, em si. Inclino-me muito para aí: em todos os meus cigarros, cigarrilhas e charutos de recaída fui atrás de qualquer coisa mais além. Mas o que é que isto tem realmente a ver com a proibição de fumar em recintos públicos? Nada. A não ser o estreitamento do sonho, a desolação de assistir à exiguidade e extinção da espiral de fumo, essa matéria-passaporte para a transcendência, portátil e conveniente.

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