Chovem telefonemas e mensagens no meu telemóvel em resposta a um anúncio de um chat no qual - quero acreditar que por lapso - surge o meu número como contacto para alguém que pede consolo. Tenho atendido alguns telefonemas. Os cavalheiros que vêm ao engano são tão afáveis, tão delicados no trato que por diversas vezes acabei essas breves conversas em compungidos e sinceros pedidos de desculpa por não ser a J. Custa-me pensar que ela continua, pobrezinha, inconsolada com tanta boa vontade acorrendo ao chamamento. Cruel esta primavera.
3 comentários:
Susana
não quero desiludir-te, mas faço figas para que não seja alguma vingança de alguém conhecido teu.
Mas melhor vingança é aproveitares alguma coisa que te convenha...
MC, os telefonemas já pararam e não acho que tenha havido intenção de me aborrecer, mas sim erro. No entanto, é verdade que aprendi muito com as mensagens e os telefonemas. Nunca imaginaria que as coisas se passam assim: a quase absoluta falta de tonalidade obscena, a maneira suave e natural como aquelas pessoas estavam dispostas a falar com a Joana.
E eu achava que esta história foi inventada!
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