24.2.07

A crise da imprensa diária

Na ronda dos blogues hoje sobressai este post do _bl_g__x_st_ sobre a crise da imprensa diária.
Crise tem, entre outros, o significado de momento que define a evolução de uma doença para a cura ou para a morte. Fico a aguardar a continuação anunciada do post para saber em qual dos sentidos se encaminha, na opinião de JPC, a imprensa diária.
O meu prognóstico é reservado. Dos jornais, a penosidade da leitura: o generalismo ligeiro, o excesso de palavras sem qualquer interesse, o lento ritmo de actualização, o desconforto da sua utilização, a inconveniência prática do acesso e da remoção. A não ser que se trate de algo grande e gordo mas ligeirinho e ágil como o New York Times on line.
Será de averbar uma baixa, no entanto, se deixar de haver um sítio onde, todos os dias, tropeçamos em algo que nos faz pensar ou lançar um novo olhar sobre as coisas e que tem a característica peculiar de se tratar de qualquer coisa que nunca encontraríamos se tivéssemos a oportunidade de ler apenas aquilo que escolhemos.
Definitivamente, será de averbar a baixa se a pluralidade especializada - num sentido que não é o da mera pluralidade dos espaços do quotidiano entre família, profissão e hobby, mas sim o das linhas de interesse dentro ou para além dessas plataformas - nos conduzir ao confinamento de buscar e obter apenas o que reforça, pela convergência com os nossos pontos de vista, aquilo que já pensamos, aquilo que já pensamos que somos e a pertença mais ou menos xenófoba à tribo a que nos confiamos. Para que, com excepções, propendem os blogues.

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