10.2.07

O mundo natural

Eggleston. [clic!]

Falou-se aqui em tempos de joelhos - os amados por Rubens, da (ex-citando à socapa) anatomicamente apetitosa Helena, o do iter da língua sáfica mas filofálica (digo-o da linha de palavra mas não do fio da saliva) de uma Maria. Hoje digo que os joelhos caem por terra e que quando isso acontece não é geralmente bom sinal. Estará alguém a dar-se por vencido ou a implorar; roja-se aproximando-se mais do solo, da terra que o há-de consumir, afasta-se do sol, da altura da colina que avista e do sumamente cénico vento pela face, angulado em contre-plongé, tudo isso renegado para todo o sempre e amén. Ou então os joelhos são areados e postos ao sol, dados à brisa do caminho. Nesse caso não é tão relevante que os objectos empalideçam em volta, multiplicando-se por relicários pardos caóticos, que a maré da terra que nos come vivos e de olhos abertos avance, que as algias venham já por conta do desmanchar dos corpos, a desmantelar, a deglutir. Juro.

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