O período - digo, o de reflexão - para as situações de fecúndia geral cumpre função. Não é tanto a de mandar pensar melhor - olhe lá, a menina, minha senhora, sua tontinha, volte para caselas e regresse depois, pense lá um pedacinho seu óvulozito guloso com mais olhos que barriga. É claro que não é isso. Um tonto não pensa melhor dois dias do que um, mesmo que comece a pensar só quando lhe sopram o apito. E quem diz um tonto, diz praticamente uma tontinha.
É mais por uma questão de respeito pela boa ordem das coisas, que faz de cada óvulo fecundado e seus anexos logísticos uma possessão de além-mar em regime de protectorado. Oh filha, a levares a tua avante, é porque a gente deixa, é porque a gente condescende. Lá por teres cartão de eleitor, não julgues que decides; e tens sorte, alembra-te bem, por não te mandarmos para a cadeia; 'pera aí primeiro, que as abébias já foram. Um padre-nosso e três avés-marias, duas carimbadelas e uma ficha de espera. A seguinte. A menina é menor, louca ou cidadã relapsa e trouxe o paizinho? Ahh, tem cartão de eleitor?! Pois olha filha, a levares a tua avante é porque a gente condescende, é porque a gente deixa...
É mais por uma questão de respeito pela boa ordem das coisas, que faz de cada óvulo fecundado e seus anexos logísticos uma possessão de além-mar em regime de protectorado. Oh filha, a levares a tua avante, é porque a gente deixa, é porque a gente condescende. Lá por teres cartão de eleitor, não julgues que decides; e tens sorte, alembra-te bem, por não te mandarmos para a cadeia; 'pera aí primeiro, que as abébias já foram. Um padre-nosso e três avés-marias, duas carimbadelas e uma ficha de espera. A seguinte. A menina é menor, louca ou cidadã relapsa e trouxe o paizinho? Ahh, tem cartão de eleitor?! Pois olha filha, a levares a tua avante é porque a gente condescende, é porque a gente deixa...
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