20.2.06

Rude e esfaimada

Não li hoje jornais, não ouvi notícias, não vi televisão. Não sendo domingo, não me apetece falar dos aleluias à criação, essa excentricidade de cultivar aqui um hábito compassado. O mulherio douto e audaz esgotou-se ao almoço, bem como toda a especulação. Seria caso para falar das minúcias da pesca. De escamas que ficam coladas à pele dos braços, o cheiro a peixe debaixo das unhas. De quando o peixe fila o anzol, a linha retesa, a cana verga. Destrancar o peixe e hesitar se se deixa morrer na asfixia ou se se lhe aplica o golpe. Um murro mal dado estraga o jantar. No peixe, claro. Mas não pesquei; fiz, sim, um pão-de-ló.

4 comentários:

maria disse...

Rendo-me, Susana!
Aleluia, por esta prosa.

Anónimo disse...

e falavas de... comida ou de comer... o peixe???

Susana Bês disse...

Na pesca,quem se rende é o peixe, não o/a pescador/a. O pescador pesca e come ou dá a comer.

Anónimo disse...

será... ás vezes também não... dará ou não,,,