A reeleição de Felgueiras, Isaltino e Loureiro tem, a meu ver, vários aspectos positivos dos quais registo três: lembra aos partidos que as questões internas são secundárias, sublinhando a importância do país vivo, define as condições em que decorrerão os julgamentos dos respectivos processos em termos tais que fica traçado um cenário particularmente límpido, quase laboratorial, para apreciar, finalmente e de uma vez por todas, a adesão, ou não, por parte das populações e dos próprios autarcas às instituições da democracia e, por fim, incentiva todos os outros autarcas à melhor prestação possível, tanto no plano formal, realçando a importância de maior atenção à legalidade, de que, apostaria, esta trindade será doravante a frente exemplar, como no plano do ânimo, mostrando a todos esses futuros reelegíveis, que a dedicação à causa autárquica compensa.
Não vale a pena vir com lamúrias moralistas de que isto é uma pouca vergonha. É o que está para se ver, precisamente.
Em qualquer caso, há um subproduto desta situação que seria uma pena desperdiçar neste país tão bisonho: não obstante o penteado de FFelgueiras já tenha conhecido melhores dias, pelo que se sugere prestes reciclagem ao coiffeur local e, apesar de, em boa verdade, o Major me parecer intermitentemente trespassado numa fina dor aflitiva, todos três limaram sinais possidónios, encardidos, sombrios, e ei-los tonificados e de melhorada apresentação, fazendo subir o índice nacional de boa apresentação, compensando, nessa medida, o estranhíssimo fenómeno Jardim, com o qual se verificam algumas coincidências quanto ao mais.
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