A vantagem da síntese é fornecer umas ideias "manuseáveis", à disposição de quem quer reflectir sobre a sua própria posição, quer como conservador quer como progressista. Prozac para os conservadores e valium para os progressistas? Eu recomendaria isso, em ambos os campos, apenas para os casos de patologia... (e mesmo assim, apontaria preferencialmente para terapias mais ... fisiológicas ou naturais). É que, nos casos não patológicos, existe ainda um patamar de consenso anterior às divergências traçadas na síntese: o consenso sobre a necessidade de dar uma orientação racional às coisas da sociedade (ou da vida individual), no sentido da obtenção das melhores condições do florescimento de todos e de cada um indivíduo. Os conservadores e os progressitas deste último grupo, isto é, que estão prioritariamente comprometidos com essa questão da racionalidade, dispensariam os fármacos e ficariam muito mais bem tratados se bebericassem em conjunto uma dessas garrafitas que constam da garrafeira do Timshel... :-) (se bem me lembro, ainda havia um Luís Pato assaz interessante...) enquanto afinavam os respectivos pontos de vista.
RAA, acho que isso será o caso para os conservadores que ficam com o prozac, segundo a proposta do timshel.
a minha fobia ao neoliberalismo não é fobia à economia de mercado mas aos fundamentalistas do mercado tipo blasfémias que recusam qualquer intervenção do estado que possa cheirar a políticas redistributivias
e, não me atiro aos progressistas de sinal contrário porque já ninguém com dois testa acredita em políticas estatais de tal modo redistributivas que conduzissem a uma igualdade absoluta
mas, no meu comentário anterior visava ainda uma outra questão: qual o fundamento moral (e qual o fundamento desta moral?) de uma política reaccionária? qual o fundamento moral (e qual o fundamento desta moral?) de uma política progressista? e qual o fundamento moral (e qual o fundamento desta moral?) de uma política de racionalidade (como tu lhe chamas - e bem, parece-me)?
estas perguntas são perguntas "manuseáveis", "à disposição de quem quer reflectir sobre a sua própria posição" e não uma interpelação directa à tua pessoa; se entenderes não lhes responderes não levo isso a mal (obviamente)
qual o fundamento moral? este, parece-me: "a necessidade de dar uma orientação racional às coisas da sociedade (ou da vida individual), no sentido da obtenção das melhores condições do florescimento de todos e de cada um indivíduo" - aquela coisa da "eudaimonia", para usar um suporte verbal ainda mais "manuseável".
podemos discutir como e quando, mas se existir um consenso quanto a isto há diálogo possível, há um fundamento moral comum a políticas progressistas e conservadoras, liberais ou mais proteccionistas
5 comentários:
é uma excelente síntese
mas e depois?
o que fazer para ultrapassar essa fé?
é só uma questão de prozac?
e, fazendo o papel de advogado do diabo, se os reaccionários disserem que a fé progressista se ultrapassa com valium?
ou então, para que algo possa mudar, é preciso que nada mude.
A vantagem da síntese é fornecer umas ideias "manuseáveis", à disposição de quem quer reflectir sobre a sua própria posição, quer como conservador quer como progressista.
Prozac para os conservadores e valium para os progressistas? Eu recomendaria isso, em ambos os campos, apenas para os casos de patologia... (e mesmo assim, apontaria preferencialmente para terapias mais ... fisiológicas ou naturais).
É que, nos casos não patológicos, existe ainda um patamar de consenso anterior às divergências traçadas na síntese: o consenso sobre a necessidade de dar uma orientação racional às coisas da sociedade (ou da vida individual), no sentido da obtenção das melhores condições do florescimento de todos e de cada um indivíduo.
Os conservadores e os progressitas deste último grupo, isto é, que estão prioritariamente comprometidos com essa questão da racionalidade, dispensariam os fármacos e ficariam muito mais bem tratados se bebericassem em conjunto uma dessas garrafitas que constam da garrafeira do Timshel... :-) (se bem me lembro, ainda havia um Luís Pato assaz interessante...) enquanto afinavam os respectivos pontos de vista.
RAA, acho que isso será o caso para os conservadores que ficam com o prozac, segundo a proposta do timshel.
tens razão
a minha fobia ao neoliberalismo não é fobia à economia de mercado mas aos fundamentalistas do mercado tipo blasfémias que recusam qualquer intervenção do estado que possa cheirar a políticas redistributivias
e, não me atiro aos progressistas de sinal contrário porque já ninguém com dois testa acredita em políticas estatais de tal modo redistributivas que conduzissem a uma igualdade absoluta
mas, no meu comentário anterior visava ainda uma outra questão: qual o fundamento moral (e qual o fundamento desta moral?) de uma política reaccionária? qual o fundamento moral (e qual o fundamento desta moral?) de uma política progressista? e qual o fundamento moral (e qual o fundamento desta moral?) de uma política de racionalidade (como tu lhe chamas - e bem, parece-me)?
estas perguntas são perguntas "manuseáveis", "à disposição de quem quer reflectir sobre a sua própria posição" e não uma interpelação directa à tua pessoa; se entenderes não lhes responderes não levo isso a mal (obviamente)
qual o fundamento moral? este, parece-me:
"a necessidade de dar uma orientação racional às coisas da sociedade (ou da vida individual), no sentido da obtenção das melhores condições do florescimento de todos e de cada um indivíduo" - aquela coisa da "eudaimonia", para usar um suporte verbal ainda mais "manuseável".
podemos discutir como e quando, mas se existir um consenso quanto a isto há diálogo possível, há um fundamento moral comum a políticas progressistas e conservadoras, liberais ou mais proteccionistas
"nós" é, claro, "sujeito indeterminado"
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