Alguém sff explica de uma vez por todas aos senhores e às senhoras da televisão que é uma argolada iníqua basear o esvoaçante, e contudo tosco, juízo sobre a culpabilidade da mãe da Joana na ideia de que "alguma coisa há-de querer dizer" ter sido deduzida acusação?!
Alguém sff tem a fineza de convencer as mentes narcisicamente moralistas que por aí pululam que não há na prisão preventiva uma ideia de "petite peine", ora toma lá, pelo sim, pelo não?! Que isto seria intolerável?! E absurdo a todos os títulos?! E transformaria tudo o mais, a começar pela resultante redundância do processo e julgamento judicial, numa farsa inútil à custa dos nossos impostos?! (... e os tansos nem parecem incomodados com isso!)
Ou será que este modo nacional de fantasiar a esperteza, como o olho que pisca enquanto o outro olha, com a mão que dá, enquanto a outra tira, não permite que se acredite - ou sequer mesmo que se consiga imaginar - que esta coisa do sistema penal de um Estado constitucionalmente baseado na dignidade dos indivíduos é mais como uma alfaia do que como um bibelô?!
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