12.10.05

Teoria da comunicação eliminatória

Perdoem-me as heroínas e, sempre que se perfilem, também os heróis que vão cuidando com tanto estoicismo e dedicação dos nossos bebés e dos nossos meninos por mais este alçapão de dúvidas, angústias e responsabilidades, mas não resisto: parece que tudo correria melhor se, em vez de andar a manter os bebés ensopados em fraldas, ousássemos desenvolver a nossa capacidade de comunicação com os ditos infantes, como fazem os adultos noutras sociedades menos complicadas.
Mais precisamente, haveria que desenvolver a comunicação de eliminação com os bebés, coisa que andaria atrofiada cá pelos nossos lados.
Introdução ao assunto, com link para a inevitável organização americana do movimento fora-com-as-fraldas neste artigo de uma antropóloga convertida aos rabinhos ao léu, publicado ontem no NYTimes.

3 comentários:

Susana Bês disse...

Housewife: há, segundo a minha medianamente (des)atenta atenção, uma presença nítida no seu blog dessa forma de vida que são as criaturas pequenas e foi isso que me trouxe a ideia para o link, depois de ter passado algumas vezes lá por casa. Estou a referir-me à sessão de corte de cabelo, ao post sobre o chocolate, à menção da presença das crianças em casa, dedadas nos vidros, ao post sobre o relógio biológico e a fotografia da grávida (citando neste momento de cor, sem me parecer que estou a ser exaustiva).
Embora inicialmente eu estivesse convencida de que havia também crianças suas (ou melhor, ainda mais suas), em projecto ou já em execução, o que faria de si "heroína" ou em potência ou de facto, vejo agora que me enganei redondamente quanto a isso e sinto necessidade de remediar a confusão que criei. Tenho, sim, algumas dúvidas quanto ao modo de o fazer.
Vejo três possibilidades: remover o link (o que me desagrada porque há de facto a tal presença das crianças e além disso tinha-me agradado a ideia de fazer link para aí), manter o link deixando este meu erro à vista (e o esclarecimento resultará do seu protesto e desta minha explicação) ou então alterar o texto linkado dizendo, vg. "heroínas actuais ou potenciais" e transportando para a última palavra a ligação. Esta última solução desagrada-me porque persiste numa presunção sobre a sua situação (não sei se hã ou não o projecto, apenas conjecturo que assim é!) ao mesmo tempo que retiraria veracidade e naturalidade ao meu texto.
Como já deve ter concluído, prefiro a segunda possibilidade.
Espero que considere suficiente.

Já agora: apercebi-me, depois de ter recebido o seu comentário, que tinha interpretado o seu post sobre o relógio biológico de uma maneira completamente auto-centrada, com um resultado que vejo poder ser considerado paradoxal. É que aquilo que diz nesse texto sempre foi a minha posição sobre o assunto, mesmo na altura em que decidi ter o meu primeiro filho. Isso não aconteceu por causa dessa coisa, que nunca entendi, do tic-tac do relógio biológico (só a ideia me irrita!) mas por considerações de outro tipo que me pareceram certas (e, tudo visto e ponderado, ainda não me parecem ter sido erradas, embora as coisas pudessem ter sido diferentes).

Finalmente, falando a voz da experiência: o forno para bolos não pode estar tão quente; é muito útil adquirir algum treino com receitas que têm indicações precisas de tempo e temperatura (há montes delas americanas na net, mas tenho o palpite de que já sabe muito bem disto).

Susana Bês disse...

A minha dica culinária era por causa desta sua divertida experiência do bolo de ananás, claro. Ele que até parecia estar bem arranjadinho!

Susana Bês disse...

Cara Housewife:
Terei agora de ser muito breve mas, cá vai uma dica da minha lavra e outra em jeito de resposta.
Da minha lavra: encerre o som quando a massacrarem com essa da prole. Se não conseguir, considere-se em treinos pois essa sensação que resulta de ser considerada um produto biológico de interesse reprodutivo (o que, na verdade, não está totalmente errado) pode ser encarada de modo positivo, como primeiro treino para o despojamento da identidade que acontece quando alguém passa persistentemente a ser apenas "a mãe do João", ou "o pai da Alice".
E deixe,claro, o treino levar o seu tempo. A sério, feche a escotilha!
Bolos: ou a sua receita está errada, ou utilizou mal o forno, ou a forma não era adequada.
Ou duas destas três, ou as três.
Indo por partes:
as melhores formas são mesmo as de alumínio fino, que até são as mais baratas; coisas revestidas ou de outros materiais queimam muito facilmente. De silicone ainda não experimentei.
Por outro lado, há bolos que têm mesmo de ser feitos em forma com chaminé, para que o calor penetre adequadamente a mistura. Será este um dos problemas do seu?
Uso o forno tanto mais suave quanto mais denso o preparado, para que o calor chegue ao interior, sem isso ser à custa de estorricar a periferia. Nunca iria além de 180º, no limite já, num bolo.
Quanto à receita: posso passar-lhe uma que apurei precisamente para os safaris na cozinha, em que não há necessariamente batidelas vigorosas, ou se existirem estão à altura da capacidade dos ajudantes. Diga como lha passo, se quiser, ok?