Eu não li o livro da Maria Filomena Mónica, folheei-o apenas numa livraria. Não sei se o lerei porque o meu rol de paixões é tumultuoso, embora não necessariamente de elevado estatuto, e já me traz à beira da insanidade; penso oferecê-lo brevemente a uma pessoa muito mais velha do que eu, mais velha que a Maria Filomena Mónica, que se agrada com uma naturalidade inteligente - cito - que encontra nos escritos dela. Depois de ler esta crónica sinto-me impaciente para que chegue o momento em que vou oferecer o livro. E sinto-me um pouco mais confortável no mundo porque já me agastava a colecção de emproadas vociferações que castigam sempre no mesmo estilo acaciano esta outra que ousa inovações ao figurino aprovado.
1 comentário:
Obrigado Susana. Talvez eu tenha exagerado, embora ache que não. Mas irritou-me o desprezo dos puritanos.
Enviar um comentário