
Nesta Nossa Senhora do cravo de Dürer sinto sobretudo os cheiros. Cravo e pêra. Tudo rescende a cravo: a cor que se evade do cravo e se espalha e replica até mesmo no sombreado da pêra, até mesmo, mescladas as cores da pêra e do cravo, na própria tonalidade da íris, passando aos anéis de cabelo. Cheira a cravo intensamente, um cheiro adoçado pelo aroma maduro da pêra. Uma combinação doce e picante, acre e aérea. Dürer era um "nez".
2 comentários:
Muito bonito! Não conheci...
Lindo! E eu que vivo em cidade de mau cheiro e pouca luz...
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