1.11.05

Pão-por-Deus


O Truca Truca

Já que o coito
- diz Morgado-
Tem como fim cristalino,
Preciso e imaculado
Fazer menina ou menino;
E cada vez que o varão
Sexual petisco manduca,
Temos na procriação
Prova de que houve truca- truca.
Sendo pai de um só rebento,
Lógica é a conclusão
De que viril instrumento
Só usou – parca ração!-
Uma vez.
E se a função
Faz o órgão – diz o ditado –
Consumada essa excepção,
Ficou capado o Morgado.


Memória da Natália Correia

1 comentário:

Tiago Mendes disse...

Excelente, esta memória... acho mesmo que sobre este tema, este poema, na sua concisão e graça, é insuperável.