Não tenho nada prejudicialmente a favor da Joana Amaral Dias. Não a conheço, não tenho militância nenhuma convergente, nada. Reparei com agrado, depois das eleições legislativas, que havia mais esta mulher na política, a contrariar a inacreditável hegemonia masculina do parlamento; notei que era nova, bonita e com um ar completamente normal, se é que parecer determinada, corajosa e cosmopolita são atributos normais aqui para malta cá do rincão.
A minha moderadíssima atenção andava, pois, por generalidades dessas até que já há alguns tempos, num truculento blogue que não me apetece ainda linkar, vejo reeditada a boçal nervoseira que a populaça pilocrática tanto protagoniza quando lhe chega ao nariz o rapé que é ver uma mulher bonita na vida pública. A divergência política entaramela-se logo, a chalaça vira do caraças, enfim, um festival em que broncos, tacanhos e trogloditas disputam acesamente o título de néscio pacóvio mais (enganam quem?) macho do ano.
Depois do desfile de alarvidades no tal blog cheio da tal virtude do arroto de pescada e do pelo no peito ou na ventarola, vejo hoje um bom post da Joana Amaral Dias - simples, exacto e de conteúdo relevante sobre a [não] posição de Cavaco Silva [também] em matéria de aborto - dar origem a um cortejo de verdadeiras bacoradas (alguma excepção salta por si à vista).
A chave de tanta picardia não é uma acesa divergência política. É simplesmente violência e grunhice.
2 comentários:
Tens toda a razão! Os meus sentimentos, vindo daqui do outro lado, por vocês meninas terem que aturar isto...
Voltando atrás na conversa sobre a "boa Educação". O exemplo Cavaco. Pode ser tudo na vida, mas bem educado nunca será.Só com aspas.
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