29.11.05

Tresleitura olfactiva



Nesta Nossa Senhora do cravo de Dürer sinto sobretudo os cheiros. Cravo e pêra. Tudo rescende a cravo: a cor que se evade do cravo e se espalha e replica até mesmo no sombreado da pêra, até mesmo, mescladas as cores da pêra e do cravo, na própria tonalidade da íris, passando aos anéis de cabelo. Cheira a cravo intensamente, um cheiro adoçado pelo aroma maduro da pêra. Uma combinação doce e picante, acre e aérea. Dürer era um "nez".

2 comentários:

lb disse...

Muito bonito! Não conheci...

Joao Galamba disse...

Lindo! E eu que vivo em cidade de mau cheiro e pouca luz...