2.5.07
21.4.07
Replicação*
19.4.07
Oh boy!
18.4.07
O espírito da notícia do pai do filho
b) sobre o modo como são fiscalizadas as empreitadas públicas;
c) sobre a construção de quartéis da GNR;
d) sobre Castelo Branco;
e) sobre a actividade profissional de um homem chamado Morais;
f) sobre o mérito profissional de um arquitecto da Covilhã;
g) sobre a história de uma empresa falida.
17.4.07
15.4.07
14.4.07
13.4.07
12.4.07
Lavores femininos
Ainda aprendi a bordar de bastidor, embora isso fosse mero resultado de uma intenção para me manter ocupada durante as férias escolares, abundantes muitos dias aos das excursões estivais familiares, numa altura em que, conjecturo, terei começado a ostentar aquele olhar ligeiramente lascivo das meninas de dez anos. 11.4.07
A entrevista
9.4.07
E agora, José?
8.4.07
Exibir e expor
Afixação gratuita

7.4.07
A woman in trouble
4.4.07
Desusos e-m uso
3.4.07
Coisas verdadeiramente importantes
Com agradecimentos, pela boleia, ao Pitau Raia. Que vontade eu tinha de voltar a ouvir isto, vezes e vezes sem conta. E quantas mais pensei: 'bora fazer o da Lísbia amada... !
Nos entrementes, vai a Primavera avançada e nicles de paixões assolapadas. Não está certo!
1.4.07
30.3.07
O cartaz do PNR
Falar verdade à sexta-feira
27.3.07
QED. Porque precisamos de histórias
25.3.07
24.3.07
Medo, morte e destruição em Maputo

23.3.07
A casa e o quarto
14.3.07
9.3.07
A humilhação do dia seguinte

Acredito muito nas impressões do dia seguinte. De ontem sobram duas gerberas num copo de água, hirtas à custa da espiral de arame pela haste acima.
Entraram também ontem na minha memória, devagarinho, duas ou três frases que falavam em humilhação pela (ridícula, diziam) efeméride.
Hoje, com as gerberas de pétalas pendentes, o arame ainda perfeitamente enrolado, a embalagem vazia de iogurte e o creme enriquecido com L-carnitina que alguém me pôs na mão, dou-me conta de que a minha humilhação deste dia seguinte é não me ter forrado de luto ontem por causa da humilhação de a humilhação de todos os dias estar a tornar-se ensejo de um momento festivo.
Em trinta anos, a efeméride transitou de objecto. Mais do que assinalar estatísticas inaceitáveis e acontecimentos funestos, mais do que prestar homenagem à bravura de arriscar a vida, ou pelo menos as seguras compensações de uma respeitabilidade de psyché, na sustentação de despautérios, exageros, inconveniências e outras ridicularias, a efeméride passou a comemorar a graciosa arte de servir cafézinhos.
No próximo 8 de Março, se estiver viva, vou vestir-me de preto.
6.3.07
Bloco de notas. Decidir e escolher.
5.3.07
Sitiados
4.3.07
Dramatis personae
2.3.07
28.2.07
25.2.07
24.2.07
Palavras com "f"
A crise da imprensa diária
20.2.07
Anticlímax
18.2.07
Uma semana depois

Bloco de notas. Sperm sorting (e canja)
17.2.07
Coisas que valem a pena
Objecção certificada
16.2.07
No era això, companys, no era això
Aconselhamento e informação
Viva Câncio
É necessário dizer isso mesmo. Isso é exactamente o que é necessário dizer.
15.2.07
Querido, estou com o período
É mais por uma questão de respeito pela boa ordem das coisas, que faz de cada óvulo fecundado e seus anexos logísticos uma possessão de além-mar em regime de protectorado. Oh filha, a levares a tua avante, é porque a gente deixa, é porque a gente condescende. Lá por teres cartão de eleitor, não julgues que decides; e tens sorte, alembra-te bem, por não te mandarmos para a cadeia; 'pera aí primeiro, que as abébias já foram. Um padre-nosso e três avés-marias, duas carimbadelas e uma ficha de espera. A seguinte. A menina é menor, louca ou cidadã relapsa e trouxe o paizinho? Ahh, tem cartão de eleitor?! Pois olha filha, a levares a tua avante é porque a gente condescende, é porque a gente deixa...
14.2.07
O SIM do dia seguinte
Klee, A disputa. 1929Nenhuma divergência fundamental pode razoavelmente ensombrar a visão clara de que a brutalidade da proscrição do sistema de cuidados de saúde, somada à brutalidade da incriminação legal, somada à brutalidade da armadilha biológica da reprodução vivípara do ponto de vista de um indivíduo quanto ao mais feito autonomia, risca no mapa das opções políticas um território de obscenidade cívica e que qualquer centímetro removido desse terreno de horror merece inúmeros sacrifícios e compromissos.
Mas ao ter-se prescindido da discussão ética e valorativa da legitimidade, ou não, da decisão de inviabilizar a gestação - tacticamente anatematizada -, adiou-se, seguramente para um cenário real menos opressivo, o debate sobre o que está verdadeiramente em jogo e que agora e sempre voltará a assomar, enquanto algum aspecto do regime legal se encontrar sob construção: se, sim ou não, cada mulher fecunda integra o património biológico da comunidade, se alguém fértil é objecto, ainda que provisório, de poderes exercidos pela comunidade, de tal modo que as decisões sobre si mesma (e não apenas sobre aquele item curiosa, mas não surpreendentemente, menor que se confina linguisticamente a uma barriga ou um corpo) deixam de se encontrar sob o princípio aplicável à generalidade (?) dos indivíduos, o princípio basilar da construção da nossa identidade, o da livre autodeterminação.
E se sim, como então.
E se não, como assim.
Fiz um trato comigo mesma durante a campanha do referendo: não abandonar o assunto, retomá-lo logo que a minha maladroitesse pragmática (a humildade é falsa e a expressão, irónica, pois acredito que uma boa teoria é o que há de mais prático e económico..., mas reconheço a sagacidade alheia) não provocasse danos a uma causa maior, como a que comecei por referir. É muito provável, por isso, que este espaço venha a ficar mais saturado de apontamentos sobre o que a reprodução vivípara faz realmente à condição humana. Aviso às estimadas visitas, que graciosamente por aí navegam.
12.2.07
Resultados do referendo.
11.2.07
Call of duty
10.2.07
O mundo natural
Eggleston. [clic!]Sermos assim tão queridas às vezes até custa a crer (quanto mais a ver)
Alvarez Bravo [clic!]8.2.07
SIM
31.1.07
Consenso sobre as belas proporções
23.1.07
21.1.07
Em cima, por debaixo, por trás, ao lado
Ralph Humphrey, South Orange. 1981-8219.1.07
17.1.07
That´s all folks! (longamente aditado)
Aditamentos:
1 – O PACOTE
Por ordem cronológica, do post mais recente para o mais antigo, o "pacote postal" em questão é constituído por:
- Mulheres e tubos de ensaio - embriões há muitos e há embriões de primeira e de segunda; a posse pública do corpo fecundo
- A importância de não se chamar Santoro ou os paradoxos da-vid'-umana - absurdos da posse pública do corpo fecundo; embriões há realmente muitos
- "Fazer um aborto" - é uma expressão corrente; apesar do esforço simbólico em sentido contrário, as pessoas sabem que fazer um aborto não tem mal; o corpo fecundo reclama-se
- Filhos são entidades únicas - parâmetros do infortúnio (ou de felicidade)
- Embriões são entidades descartáveis - embriões há muitos, mas mesmo muitos, mesmo
- Muchas gracias - ou o "sim" a reboque da argumentação do "não"
- Entidades descartáveis - (Id)entidades - (obiter dictum); da vid'-umana; coisas da individuação (indivíduos não há muitos, há só um)
- Saddam e o aborto. Um exercício cru - da vid'-umana; a tristeza é a emoção com que se reage ao infortúnio, enquanto a repugnância é a emoção com que se assinala o mal.
2- A CONCLUSÃO
Dei por concluída (tanto quanto avisto) a argumentação sobre o assunto por dois motivos: embora eu considere que os meus pontos de vista sobre a questão são partilhados efectivamente pela maioria das pessoas, não obstante a espessa camada simbólica de insistente re-enunciação e reformulação por parte da ICAR&Associados (aqui recordo Boaventura Sousa Santos, mencionando a perícia desse organismo em séculos e séculos de racionalização do absurdo), estou perfeitamente ciente de que o registo expositivo em que os apresento está longe de corresponder a uma defesa low profile do "sim", que vem sendo veementemente apresentada pelos gurus da táctica como condição de vitória no referendo. Inclino-me perante quem sabe. Entretanto, o que queria dizer, está dito. Limito-me à decisão de não me repetir. E o que quis dizer, fica dito.
3- OS AGRADECIMENTOS EM ESPÉCIE
Agradeço em particular à Sara Monteiro, comentadora no Quase em Português, no Timshel e no Dragoscópio - sempre airosa, fresca e perfumada, é certo, mesmo quando letal, um autêntico Bond feminino a quem não falta um viçoso pastor e um ciciar pigmaliónico - várias intervenções rectas, benevolentes e corajosas.
Assinalaram os esforços argumentativos de um ou mais posts deste pacote, com links nos seus blogues, e por isso lhes agradeço,
o Lutz (bis), a Shyznogud (bis), o Luís, a MIP, o Henrique, o JPN e a a Srp; também assinalaram, manifestando discordância, o Timshel, o Fernando (bis) e o Pedro.
O "não" teve também a amabilidade de reagir mais visceralmente. O Orlando comparou-me a um exquisite carpaccio de cavalo; o Dragão defendeu-se denodadamente, embora um pouco atabalhoado, desta Barbie explosiva que subscreve, ao som das interjeições do Carlos. Da parte dos comentadores do "não" em modo de desmando, a fartura vai dos "teóricos de vão de escada em supetões indignados" (obrigada João!) a criativos de estimulantes jogos de incidência anatómica, que anseio por experimentar.
15.1.07
Mulheres e tubos de ensaio
Os laboratórios congelam embriões excedentários, assim adiando o momento da sua inviabilidade. Entre a decisão laboratorial de congelar e a decisão natural do desmancho da gravidez não há diferença de monta do ponto de vista do futuro do embrião - no segundo caso, fica logo inviabilizado; no primeiro caso, é elevadíssima a probabilidade de vir a acontecer-lhe o mesmo.
11.1.07
A importância de não se chamar Santoro ou Os paradoxos da-vid'-umana
9.1.07
"Fazer um aborto"

(pedindo licencinha ao Luís para o uso da imagem, neste post que é só meu)
8.1.07
Filhos são entidades únicas
7.1.07
Embriões são entidades descartáveis
Muchas gracias
- Vá lá, sim, por favor, vá lá (bá lá, blá blá blá...)*
- Não, obrigada. Prefiro ir a Espanha.
*Blá blá elas são coitadinhas blá blá, nós somos bonzinhos, blá blá, nós também achamos que há coisas sagradas blá blá a-vid'-umana blá blá é uma coisa sagrada blá blá blá é só por causa de blá blá blá






























